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terça-feira, 22 de março de 2011

Sílvio Santos, o que cara quer vir aí

Por
Jozailto Lima
Jornalista, diretor de jornalismo do Cinform e poeta

Ele tem 54 anos, é bacharel de Direito, estudante de Comunicação Social da UFS e vice-prefeito de Aracaju. Na primeira gestão de Déda na capital, foi secretário de Orçamento Participativo e dali pulou para a Secretaria Nacional de Articulação Social do Governo de Lula, onde bateu ponto de abril 2003 a abril de 2006.

Agora, no Governo 'dele mesmo', está secretário de Saúde, mas já foi um coringa de pernas e braços maiores que as de Bosco Rollemberg: de 2006 para cá esteve secretário de Governo, de Planejamento e presidiu a Emsurb. Entre 1995 e 1998, presidiu o PT do Estado e de 98 a 2001, o Diretório Municipal de Aracaju. Ele é Sílvio Santos.

Do alto deste currículo, Sílvio parece ter tomado gosto e se coloca hoje como um entre os petistas que se dispõem a tocar em frente depois de 2012 o projeto de Governo de Aracaju que atualmente é comandando pela frente governista. Tomou gosto e se sente preparado. Preparado e sem medo político, nem dentro e nem fora do seu agrupamento. Sem medo e com respeito. Respeito aos de dentro e aos de fora do PT.

"Por uma questão de estilo, não me coloco acima ou abaixo de nenhum dos meus companheiros de PT que se insinuam ou são lembrados, como Rogério Carvalho, Márcio Macedo, Ana Lúcia Menezes ou Iran Barbosa. Coloco-me entre eles, ressalvando que cada um tem a sua característica", diz Sílvio.

Mas sem temer enfrentar a um possível João Alves? "Não temo candidatura nenhuma. Por João tenho respeito na condição de liderança importante no campo conservador. Ele pode vir representando um projeto atrasado e eu e nosso grupo vamos coma alternativa de um avançado", pondera.

"Eu tenho cinco anos de vivência direta com os problemas de Aracaju. Conheço a administração por dentro e sei hoje das necessidades da cidade. Além do mais, não tenho vulnerabilidade a ser questionada no que diz respeito a minha vida de homem público", diz.

A Secretaria de Saúde, com a área em ruína, pode lhe levar ao céu ou ao inferno de um processo político? "Pode ajudar e pode afundar se eu não for medido cuidadosamente. Posso ser referendado como alguém que assumiu uma Secretaria em crise e gerou resultados que a sociedade esperava", conceitua.

Para Sílvio, neste processo todo a gestão de Edvaldo Nogueira - que é também sua - soma. "Ajuda, e ajuda muito. A administração dele é exitosa e tem resultados concretos neste período todo". Será? Se for às urnas, esta terá sido a terceira eleição de Sílvio. Em 2002 candidatou-se a deputado estadual. Teve 5.400 votos. Em 2012, precisará de um pouco mais de sorte. Ou de eleitores.

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