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segunda-feira, 23 de maio de 2011

SMS realiza reunião para definição do Plano Municipal de combate à sífilis congênita

Cristiani Ludmila ressalta a importância
 de combater a sífilis congênita (Foto: Ascom/SMS)
A sífilis é uma doença que pode ser causa de abortamento, natimortalidade (fetos que nascem mortos), prematuridade e baixo peso ao nascer. O recém-nascido de mãe com sífilis precisa ser submetido a vários exames e ficar internado por 10 dias ou mais para ser tratado. Para evitar os transtornos ao bebê, a gestante deve realizar consultas regulares (no mínimo de sete consultas) e sempre fazer exames, inclusive o de sífilis.

Para atuar no combate à doença, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) realizou hoje, dia 23, reunião para definição do Plano Municipal para controle da sífilis congênita. A reunião contou com a participação do secretário Silvio Santos, da Diretoria da Atenção Primária e Vigilância em Saúde e Diretoria de Gestão do Trabalho Tecnologia da Informação e Suporte ao Serviço de Saúde.

Durante a reunião foram apresentadas informações como: a forma de transmissão, conseqüências, diagnóstico, tratamento, dificuldades no controle da sífilis, acompanhamento da pessoa portadora da doença e soluções para o controle da sífilis. Na reunião foram destacadas propostas e ações para conter a doença que acomete população aracajuana. Algumas propostas foram dadas, como a realização de capacitações das Equipes de Saúde da Família e ampliação dos exames para diagnóstico.

Segundo a coordenadora do Programa da Vigilância em Saúde do município de Aracaju, Cristiani Ludmila, o diagnóstico e o tratamento da doença são simples, mas o principal desafio no controle da doença é a conscientização das mulheres grávidas a respeito da importância do acompanhamento pré-natal adequado e o tratamento.

“A sífilis é uma doença sexualmente transmissível, que pode passar da gestante para o bebê durante a gravidez. Diagnosticar e tratar a sífilis é simples, a dificuldade para tratar a doença está na conscientização das mulheres grávidas com relação à importância do acompanhamento pré-natal adequado, que inclui consultas e exames específicos. Elas devem estar conscientes que se for necessário, é preciso que o tratamento seja para o casal, porque não adianta tratar a gestante se o seu companheiro também não se trata, certamente ela vai se reinfectar durante o restante da gravidez”, disse a coordenadora.

Ainda para a Cristiani Ludmila a maioria dos casos constatados de sífilis congênita, em 2011, é de mulheres que não faziam acompanhamento pré-natal e só souberam do diagnóstico no momento do parto.

O secretário Municipal da Saúde, Silvio Santos, ressaltou a importância do Plano para combater à sífilis congênita. “Essa é uma área que exige ações estratégicas. Contando com a parceria da Secretaria Estadual da Saúde vamos intensificar esse combate, principalmente na conscientização da população”, ressalta Silvio Santos.

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